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Automação Residencial·17 de julho de 2026·5 min de leitura

Automação residencial cresce 30% ao ano: o que esse número significa na prática para quem vai construir ou reformar

O mercado de automação residencial avança em ritmo acelerado no Brasil. Entender o que está por trás desse crescimento ajuda a tomar decisões mais inteligentes na hora de planejar um projeto.

Automação residencial cresce 30% ao ano: o que esse número significa na prática para quem vai construir ou reformar

O mercado brasileiro de automação residencial registra crescimento de 30% ao ano, segundo dados recentes do setor. Esse ritmo não é coincidência: ele reflete uma combinação de queda no custo dos componentes, maior oferta de integradores qualificados e uma mudança clara de comportamento por parte de quem constrói ou reforma. A automação deixou de ser item de luxo e passou a ser critério de projeto.

Na prática, esse crescimento se manifesta em dois perfis distintos de cliente. O primeiro é quem está construindo do zero e quer embutir a infraestrutura de automação desde a fase de obra, o que reduz custo e evita quebras de parede depois. O segundo é quem já mora na casa e busca adicionar controle de iluminação, climatização, acesso e entretenimento de forma gradual. Ambos os cenários têm soluções viáveis hoje, mas o planejamento prévio ainda é o fator que mais impacta o resultado final.

Sistemas de automação bem projetados integram iluminação, climatização, controle de acesso, irrigação e home cinema em uma única interface. O protocolo de comunicação escolhido, seja ele cabeado ou sem fio, define a estabilidade e a escalabilidade do sistema ao longo dos anos. Projetos que ignoram essa escolha na fase inicial costumam enfrentar limitações sérias quando o cliente quer expandir o sistema meses ou anos depois.

O crescimento do setor também aumentou a quantidade de produtos e integradores no mercado, o que exige mais atenção na hora de contratar. Não basta instalar dispositivos conectados: é preciso que o sistema seja projetado com lógica, que os equipamentos sejam compatíveis entre si e que o suporte pós-instalação esteja garantido. A diferença entre uma casa automatizada de verdade e uma coleção de gadgets desconexos está exatamente na qualidade do projeto e na competência de quem executa.

Para quem está em fase de projeto ou de obra, o momento certo de envolver um integrador de automação é antes do início da construção, junto com o arquiteto e o engenheiro elétrico. Passar os eletrodutos, prever os pontos de rede, definir o rack de automação e mapear os circuitos de iluminação são decisões que precisam ser tomadas enquanto as paredes ainda estão abertas. Essa janela de oportunidade, uma vez fechada, tem custo alto para ser reaberta.

Leandro Correia

Leandro Correia

Fundador & Head of Engineered Solutions and Client Strategy